Aconselhamento pastoral: o desafio dos líderes em uma cultura de caos

Aconselhamento pastoral: o desafio dos líderes em uma cultura de caos
Reprodução: Google

Cada dia que passa a sociedade está mais desafiadora. Com a tecnologia aumentando, o acesso fácil a tudo torna quase que impossível filtrar conteúdos prejudiciais que nos rodeiam, imponto aos promotores do aconselhamento pastoral um grande desafio.

Às ideologias, os acontecimentos morais, desordens políticas, desconstrução da base familiar, etc, são inúmeras questões que se relacionam diretamente com a Igreja de Cristo e seu papel na sociedade.

Nós, cristãos, temos a Bíblia como autoridade absoluta na vida. Somos regidos pelos seus valores, e cabe aos pastores a missão de orientar suas ovelhas no caminho correto, permanecendo fiel aos ensinos da Palavra.

Veja o que diz, por exemplo, Ezequiel 34, 1-3: “Veio a mim esta palavra do Senhor:
‘Filho do homem, profetize contra os pastores de Israel; profetize e diga-lhes: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Ai dos pastores de Israel que só cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não deveriam cuidar do rebanho?'”

Deus não apenas delegou aos pastores a responsabilidade de cuidar do seu rebanho, como também irá cobrar daqueles que não exercerem essa função com responsabilidade. O aconselhamento pastoral é uma das ferramentas pastorais que permitem o cuidado das ovelhas.

Em Jeremias 23: 1-2 a Palavra não por acaso faz referência ao cuidado pastoral como algo que implica ação. Ou seja, que requer iniciativa do líder religioso, no sentido de estar próximo. É o que denota o “não as visitas-tes”. Observe:

“Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR.
Portanto assim diz o Senhor Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitas-tes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.”

Aconselhamento fora da Palavra

Infelizmente, muitos conceitos errados têm penetrado nas igrejas de forma sutil. Por causa de certas distorções, algumas pessoas têm questionado valores inegociáveis da Palavra de Deus, pervertendo a principal função do aconselhamento pastoral.

O pastor tem o papel fundamental de manter o controle, a vigilância e a fidelidade no ensino das Escrituras, atuando como um verdadeiro pai para suas ovelhas, e para isso é preciso ter fidelidade aos ensinamentos de Jesus, o qual reconhece, também, toda a doutrina do Antigo Testamento.

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar“, diz 1 Timóteo 3:2, que destaca no verso 7: “Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.”

Sabemos que não é um trabalho fácil se manter no caminho, pois muitos enfrentam afrontas diversas por se manterem fiéis a Palavra. Mas o verdadeiro líder, que tem a chama do Espírito ardendo em si, terá a sabedoria do Senhor para lidar com cada situação.

2 Timóteo 1:7 diz: “Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”

Ousadia, poder, amor e moderação são características fundamentais,e que devem estar presentes no aconselhamento pastoral. Em um mundo onde diversos tipos de intolerância estão presentes, inclusive o desrespeito, essas quatro características, principalmente o amor, farão toda a diferença.

O líder precisa ter a ousadia pra falar sempre a verdade, não negociando seus valores, o poder de Deus para autoridade frente ao pecado, o amor para apaziguar o ódio e a moderação que controla o furor, e contorna qualquer tipo de “desvios”.

Fruto da comunhão

Outro aspecto importante do aconselhamento pastoral é que ele reflete a comunhão do pastor com o próprio Deus. Ora, como aconselhar corretamente alguém se você mesmo estiver em uma vida de pecados?

Observe que ao aconselhar seus discípulos, Jesus Cristo se manteve em comunhão constante com Deus, sempre em orações. Os conselhos do Messias refletiram a Sua intimidade com o Senhor.

Portanto, sim, é necessário sempre estar em constante comunhão com Deus, pois só Ele é quem reveste de força e capacita. Sem o controle do Senhor, é impossível vencer sozinho um mundo tão desafiador.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”, diz 1 Coríntios 15:58.