Cemitério é invadido e túmulos pichados com frases de “morte aos judeus” na França

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Reprodução: Google

A discriminação religiosa e o preconceito racial são duas coisas que vêm sendo combatidas há gerações na sociedade, mas apesar dos esforços, casos absurdos como um ocorrido na França recentemente contra alvos judeus, demonstram que essa luta ainda está longe de acabar.

Na França, no cemitério municipal de Gruissan, em Aude, cerca de 20 túmulos foram pichados com suásticas nazistas. Foram encontradas nas pichações algumas palavras como “morte aos judeus” e “morte aos franceses”.

Até o momento nenhum suspeito pelo ato de discriminação étnica e ódio foi identificado. As autoridades seguem com a investigação, em busca do autor do crime e a sua possível motivação.

“Esta comuna de Gruissan, cidade litorânea, geralmente é bastante calma, bastante pacífica, e essa agressão nos surpreende e nos escandaliza”, disse o Departamento Nacional de Vigilância Contra o antissemitismo, segundo informações do Guiame.

“Pedimos à Polícia e à Gendarmaria [força policial local] que façam todos os esforços para identificar os autores provavelmente de ativistas racistas e antissemitas, covardes ao ponto de atacar sepulturas e que dedicam a França às suas instituições aos seus valores republicanos, em sua memória uma feroz ideologia de ódio”, acrescentou.

O EJA, que é a Associação Judaica Européia, também informou que várias sepulturas foram profanadas em Worms, na Alemanha. Esses túmulos sempre foram bem visitados todos os anos, e o mais antigo tem a data de 1058.

Segundo alguns especialistas, uma nova forma de antissemitismo parece ter obtido força e visibilidade durante a pandemia do novo coronavírus.

“A história é bastante sombria”, disse Gary Bauer à rede cristã de notícias CBN News. Ele é um dos que compõem a comissão de liberdade religiosa nos Estados Unidos (USCIRF).

Ouve um aumento em 2019 dos movimentos antissemitas, principalmente na Europa. A França, onde se abrigam boa parte dos judeus da Europa, sofreu 27% dos incidentes. Na casa da autora do diário do holocausto, Anne Frank, localizada na Holanda antiga, também ocorreram ataques.

“O antissemitismo é como um tipo de coronavírus do coração e da alma. Parece capaz de sofrer mutações. Aparece em todos os lugares, em todos os séculos, e parece ir em ondas, e, infelizmente, estamos experimentando uma dessas ondas agora”, disse Bauer.