SP: professora omite referência histórica “antes” e “depois” de Cristo; Doria rebate

SP: professora omite referência histórica
Reprodução: Google

Uma decisão tomada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo chamou atenção de internautas nesta terça-feira (01), após o vídeo de uma aula de história viralizar nas redes sociais.

Na gravação, a professora Luize Coutinho aparece respondendo a pergunta de um suposto aluno, sobre o motivo do texto que está em seu slide apresentar a referência “A.E.C” para se referir ao tempo.

Tradicionalmente, a literatura histórica utiliza às siglas “a.C” e “d.C” para se referir ao fatos ocorridos “antes de Cristo” e “depois de Cristo”. Todavia, a professora deu uma explicação que vai na contramão desse entendimento.

“Essa é uma descrição da divisão da linha do tempo, de Antes de Cristo e Depois de Cristo. A gente fez uma mudança na denominação. Ela é utilizada em alguns escritos, algumas literaturas, mas a Secretaria de Educação, em seus materiais, decidiu que vai se utilizar essa sigla A.E.C., que significa ‘Antes da Era Comum’”, disse ela.

O motivo da mudança, segundo Luize, seria para não ferir a consciência religiosa de outras pessoas. “Cristo é uma referência religiosa e a gente sabe que nem todas as religiões têm Cristo como referência ou nem todas as pessoas têm religião”, disse ela.

Com a repercussão da polêmica, a Secretaria de Educação de SP e o governador João Doria se manifestaram, afirmando que o texto em questão, citado pela professora, não representa a posição oficial da Secretaria.

“Esclareço que não há mudança no padrão adotado pela Secretaria da Educação do Estado de SP quanto ao uso das siglas a.C. (antes de Cristo) e d.C (depois de Cristo). Qualquer fala ou texto que altere esse conceito não representa nosso posicionamento oficial”, afirmou João Doria, segundo o Guiame.

Cristo é figura histórica e não apenas religiosa

Diferentemente do que alegou a professora Luize Coutinho, a figura de Jesus Cristo não se resume à esfera religiosa, razão pela qual o seu nascimento foi adotado no calendário gregoriano, há séculos, como um marco na divisão do tempo entre antes e depois dEle.

Nem mesmo entre os ateus mais ferrenhos do mundo, como o biólogo Richard Dawkins, a existência do Jesus Histórico é um ponto questionável. Historiadores em geral também reconhecem ter existido o homem chamado Jesus de Nazaré, não só com base nos relatórios – históricos – da Bíblia, como também em documentos extrabíblicos.

Como ilustração, recomendamos aos leitores a entrevista com o PhD. Rodrigo Silva, onde ele fala sobre às evidências históricas da existência de Jesus. Vale destacar que o mesmo é considerado um dos principais nomes da arqueologia brasileira. Segue: